Do corpo-sem-órgãos à dessubjetivação do além-outro (perspectivas clínicas deleuzianas antes de o anti-Édipo?)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568229Resumo
No livro Lógica do Sentido, do filósofo Gilles Deleuze, são muito intensas as páginas sobre Antonin Artaud. A obra de Antonin Artaud remete a um corpo esquizofrênico como uma espécie de corpo-coador em que não há mais fronteiras entre as coisas e as proposições. Trata-se de uma profundidade que engole tudo. Nesse “universo”, tudo é corpo: corpo, mistura de corpos, encaixe e penetração. Uma das revelações que anima o gênio de Antonin Artaud é o corpo-sem-órgãos, no qual nada impede das proposições se abaterem sobre os corpos e de se confundirem seus elementos com as afecções dos corpos. Entretanto, em Lógica do Sentido, o mundo das profundidades, com suas pulsões destruidoras, com seu instinto de morte, coexiste, de direito, com uma superfície invisível — daí a importância da leitura que Gilles Deleuze realiza de Sexta-feira e os limbos do pacífico, de Michel Tournier. O penúltimo apêndice de Lógica do Sentido aborda essa aventura, que vai da profundidade à superfície, ao mundo sem Outrem. Um além-do-Outro enquanto dessubjetivação, numa espécie de estranho espinosismo, em que a categoria do necessário substituiu completamente a categoria do possível. Interessa-nos, nesse estudo de Gilles Deleuze, o aspecto clínico da passagem do corpo-sem-órgãos à dessubjetivação “além-do-Outro”.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 1 - Corpo Clínico
Como Citar
Do corpo-sem-órgãos à dessubjetivação do além-outro (perspectivas clínicas deleuzianas antes de o anti-Édipo?). (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568229