Corpos que Dançam Pensamentos: o Inconsciente na dança

Autores

  • Auterives Maciel Junior Autor

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18568325

Resumo

Trabalhando um ensaio de José Gil – intitulado Movimento Total : o Corpo e a Dança – procuramos livremente investigar como as criações de Cunningham, Steve Paxton e Yvonne Rainer inventam entrelaçamentos entre dança e linguagem, tornando possíveis a materialização de ideias através de gestos construídos pelos corpos dançantes. Com tal quadro configurado, o propósito consistirá em entender a dança como a expressão de um pensamento situado em movimentos aberrantes, cujo rigor lógico visa situar tais pensadores coreógrafos ao lado de outros pensamentos; mostrando como em tais movimentos totais conexões plausíveis entre e a Dança, as outras artes e pensamentos que se avizinham da experiência prática de tais invenções; irão consolidar o cenário noológico da nossa investigação a partir de três questões que iremos desenvolver ao longo do nosso desenvolvimento: 1) pode a dança neste intercurso questionar o universo convencional das danças figurativas, através de ideias situadas em formas mais elevadas de expressão corporal? 2) como inventar pela dança procedimentos de criação que façam os corpos dançantes encontrar uma ressonância com outras artes através de gestos que materializem sensações? 3) como a dança produz ideias que inquietem pensamentos clínicos e filosóficos dentro de uma intercessão a ser desenvolvida com contribuições oriundas de pensadores que trabalhem pela via do inconsciente? Construindo a coerência lógica entre as três questões, trabalharemos no artigo os corpos em movimento com o propósito de situar a dança como a expressão de um pensamento através dos gestos encontráveis na experiência de Pina Bausch. Assim, os Gestos do pensamento desta admirável criadora da dança, vão configurar a ambientação final da nossa investigação, situando-a na interface entre o pensamento na dança e outras formas de pensar que podem ser inquietadas pelas invenções de uma coreógrafa que cria condições de materializar pensamentos através de uma lógica não convencional no seu procedimento. Finalmente, corpos que Dançam deve ser o meio de uma intervenção que visa trabalhar uma outra forma de construir pela dança um pensamento que trabalhe questões que irão inquietar os modelos dogmáticos das suas concepções tradicionais.

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Publicado

2025-12-15

Edição

Seção

Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise

Como Citar

Corpos que Dançam Pensamentos: o Inconsciente na dança. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568325