O ser mulher na escolha em fazer a redesignação sexual: a contribuição de Stoller e Lacan na escuta ativa do psicólogo contemporâneo
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568339Resumo
No Brasil, mulheres transexuais têm buscado não apenas a transformação física, mas também um suporte que lhes permita a construção de uma nova identidade psíquica e social através da mudança de gênero na redesignação sexual, onde o psicólogo faz parte de uma equipe multidisciplinar e possui lugar de fala na aprovação do querer fazer, não sendo uma tarefa fácil para o profissional proferir um diagnóstico desta magnitude, pois isso irá modificar a vida de uma pessoa, e ninguém está alheio a erros. O objetivo do artigo é mostrar o papel do psicólogo contemporâneo neste contexto, pois a escuta ativa e a análise do sinthoma, em detrimento da separação corpo-sexo em Stoller, conforme Cossi (2016) discutido por Lacan na década de 1970, com o método atual, torna-se um elemento importante na decisão do outro, ao promover uma abordagem integral que permeia os aspectos emocionais e existenciais durante o processo de transição. Conforme Ceccarelli (2017), sobre a inteligibilidade em Lacan, o transexual projeta em si o Falo e busca a cirurgia ao se afastar do significante, onde o desejo da cirurgia é a passagem pelo real. Materiais e Métodos: O trabalho adota uma abordagem metodológica baseada na revisão crítica de teses e artigos acadêmicos, focando em mulheres transexuais que optaram pela cirurgia de mudança de gênero como forma de autodeterminação, permitindo uma compreensão dos processos subjetivos envolvidos nesta transição sob um novo olhar psicoterápico humanizado na atualidade. Discussão: A atuação do psicanalista, fundamentada na escuta ativa, conforme Arán (2009) e na interpretação da realidade, torna-se um espaço seguro para a expressão de conflitos e anseios relacionados à identidade de gênero. As teses de Stoller e Lacan oferecem uma base para compreender os mecanismos de resistência e aceitação que emergem durante o processo de transformação. Resultados: Verificam-se dois tipos de poderes distintos de normatizar a sociedade transexual, a abordagem de Lacan e a de Stoller. A primeira possui a limitação de designar a Biologia, as explicações de métodos de consultório, sempre preservando o Falo e o pênis nas relações de dominância masculina, o segundo através da teoria que após a fase dos três primeiros anos, pouco se poderia fazer a não ser aceitar o “verdadeiro transexual”. A presença de uma psicanálise moderna facilitou a construção de estratégias de enfrentamento e a superação de barreiras emocionais, contribuindo tanto para a preparação pré-operatória quanto para o acompanhamento pós-cirúrgico (Toni Junior, 2024). A equipe da qual faz parte o psicólogo, deve problematizar, saber ouvir as pessoas e propor políticas públicas que deem maior atenção no que tange às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), e que a autodeterminação da pessoa deve estar aliada a uma opinião psicanalítica que possa ajudar a paciente a se desvencilhar do “transexual verdadeiro stolleriano.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise
Como Citar
O ser mulher na escolha em fazer a redesignação sexual: a contribuição de Stoller e Lacan na escuta ativa do psicólogo contemporâneo. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568339