O Corpo diz
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568360Resumo
O poema “O corpo diz” oferece uma imersão poética na escuta sensível de uma linguagem que antecede o discurso verbal: a linguagem do corpo. Trata-se de um convite para perceber o corpo como um texto vivo, onde a fala não passa necessariamente pela boca, mas por uma gramática feita de pele, de marcas invisíveis, de sons que ecoam por dentro. O poema apresenta o corpo como palco do inconsciente, um corpo que dança sem música, responde sem que lhe perguntem, convoca memórias que não sabemos nomear, mas que insistem em se fazer presentes no tropeço, no arquejar do peito, no torcer de um tornozelo, nos arrepios que atravessam a pele. Essa escrita corporal antecede o sujeito falante e traz em si a força de uma “lalíngua”, como diria Lacan: linguagem íntima, pulsante, que não se traduz, mas se sente. O poema transforma o corpo em verbo, desejo, afeto e movimento, revelando que toda palavra encarna, cedo ou tarde, em um gesto. Assim, o corpo vai dizendo aquilo que escapa aos discursos e atravessa a existência, com suor, vertigem, gozo e dor, anunciando que o inconsciente fala, sobretudo, através da carne que dança e insiste em viver. O corpo dança e desenha palavras.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise
Como Citar
O Corpo diz. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568360