Corpos capitalizáveis no palco do neoliberalismo e as rodas de conversação como dispositivo crítico que invoca corpos-desejantes
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568368Resumo
“Trabalhe enquanto eles dormem” é só uma das máximas que marcam as produções de agentes de si mesmo, de empresários de si, numa racionalidade neoliberal que engendra valor de consumo nas variações qualitativas, feitos no nível do próprio homem, constituindo a economia como capital humano. Assim, a subjetivação forjada no neoliberalismo captura o corpo às montagens empresariais contábeis. Não se trata mais de um corpo a ser docilizado, nas instituições modernas, mas um corpo capitalizável na esteira da assistência privada, o que significa que não conta com formas de ajuda mútua de meios de pertencimento coletivo e com os mecanismos de solidariedade. Tais questões nasceram na dissertação intitulada "Tensionando os ruídos inaudíveis do neoliberalismo na saúde: questões acerca de uma práxis política", do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Práticas e Inovação em Saúde Mental - UPE, e nos dirige a apontar as rodas de conversação como ferramenta de interpelação de corpos políticos e subjetivos atravessados pelo neoliberalismo. Visamos, desse modo, apontar a potência das rodas de conversação como horizonte discursivo crítico circulante que invoca corpos-desejantes. Para isso, problematizaremos a micropolítica neoliberal na constituição de corpos capitalizáveis e seus efeitos, bem como teceremos sobre a força de ruptura de uma ética antipredicativa na produção de corpos políticos. Trata-se de um relato de pesquisa com residentes multiprofissionais em saúde da região metropolitana do Recife e estudos teóricos em construção no campo da filosofia política e psicanálise. À guisa de considerações finais, torna-se importante notar a fertilidade da composição de um espaço de suspensão das certezas e de resposta direta à demanda gerencial, fazendo incidir flexões sensíveis nos corpos-máquinas-empresas, fissuras micropolíticas que confrontam as multiplicidades do viver no plano hegemônico.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise
Como Citar
Corpos capitalizáveis no palco do neoliberalismo e as rodas de conversação como dispositivo crítico que invoca corpos-desejantes. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568368