Educação Física e resistência: o corpo como instrumento de crítica aos padrões de beleza impostos pela mídia

Autores

  • Beatriz Ferreira Da Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18568182

Resumo

Este estudo investiga como a Educação Física pode atuar como espaço pedagógico de resistência aos padrões estéticos hegemônicos impostos pela mídia. A partir de uma abordagem crítica e interdisciplinar, o trabalho problematiza a normatização dos corpos e os impactos que tais padrões exercem sobre a construção da autoimagem e da autoestima, especialmente entre adolescentes em contexto escolar. A proposta parte do entendimento de que a Educação Física, enquanto componente curricular voltado ao corpo em movimento, possui potencial transformador na formação de sujeitos autônomos, críticos e conscientes de suas corporeidades. O objetivo geral da pesquisa é analisar práticas pedagógicas em Educação Física que promovam o questionamento dos padrões corporais midiáticos e incentivem o reconhecimento e a valorização da diversidade corporal. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem exploratória, sustentada por revisão bibliográfica e observação participante em atividades escolares realizadas com estudantes do ensino fundamental II. As atividades envolvem rodas de conversa, análise de imagens publicitárias, práticas corporais não competitivas e exercícios de expressão corporal, desenvolvidas ao longo de um projeto de intervenção pedagógica. Os resultados preliminares apontam que, ao serem provocados a refletir criticamente sobre os modelos corporais veiculados na mídia, os estudantes demonstram maior abertura para reconhecer diferentes formas de corpo e manifestam atitudes mais respeitosas e inclusivas em relação aos colegas. Além disso, a experiência contribuiu para o fortalecimento da autoestima e da relação positiva com o próprio corpo. Conclui-se que práticas pedagógicas na Educação Física que valorizam a expressão, o diálogo e a diversidade podem funcionar como potentes instrumentos de resistência simbólica, contribuindo para a formação de sujeitos menos suscetíveis à padronização estética e mais empoderados em relação à própria imagem e existência.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Educação Física e resistência: o corpo como instrumento de crítica aos padrões de beleza impostos pela mídia. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568182