Práticas estético-performativas em contextos periféricos: tecnologias do corpo e produção de singularidades
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568641Resumo
Esta pesquisa integra o Grupo Transdisciplinar de Pesquisas em Artes, Culturas e Sustentabilidade (GTRANS-UFSJ), na linha Metodologias regenerativas transdisciplinares: Corpo, tecnologias, artes e performatividade. Embora em estágio inicial, resulta de um longo processo de investigações teórico-práticas situadas na psicologia do corpo e nos estudos da subjetividade, em interface com filosofias da imanência, práticas clínicas e comunitárias, especialmente sob o viés esquizoanalítico, no diálogo com as artes do corpo e da cena, em particular a dança, explorada em contextos educacionais e periféricos. O trabalho teve início na graduação em Psicologia, articulando prática clínica e oficinas artísticas com ênfase nas artes da cena. Posteriormente, consolidou-se em uma perspectiva ético-estético-política na pesquisa de mestrado interdisciplinar em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade, ampliada no doutorado em Psicologia, onde a atuação clínico-política aprofundou os estudos da subjetividade nas práticas comunitárias de improvisação em dança. No pós-doutorado, propôs-se uma clínica do improviso por meio da metodologia cartográfico-somático-performativa, aplicada a estudantes de graduação. Ao estabelecer alianças com filosofias da imanência, sustentadas na epistemologia de Espinosa (2015), atualmente, a pesquisadora atualiza essa proposta, sugerindo a nomenclatura metodologia estético-performativa para se referir ao método em estudo. A pesquisa também dialoga com concepções de singularidade. Enquanto na física o termo remete à infinitude de quantidades e descontinuidade de geodésicas, e em Leibniz adquire um sentido matemático-filosófico relacionado ao cálculo infinitesimal, em autores como Rolnik (2021) a singularidade se conecta ao sujeito e sua orientação no espaço empírico e no diagrama de afetos. Para ela, é na tensão entre forças vitais e a presença do outro que o sujeito se define enquanto acontecimento (devir-outro). O objetivo central é pensar metodologias do corpo em encontros ético-estético-políticos capazes de produzir singularidades por meio de práticas de improvisação em contextos comunitários. Parte-se da compreensão de que os processos de subjetivação, a criação coletiva e a transformação sensível dos espaços comuns se fortalecem em uma abordagem transdisciplinar da produção artística. Busca-se articular metodologias do corpo e propor técnicas que ampliem as possibilidades de expressão, sobretudo na interface entre psicologia e educação. Dada a natureza teórico-prática da pesquisa, articulam-se dois eixos metodológicos: a investigação teórica, no diálogo com filosofias da imanência de autores como Rolnik, Deleuze, Guattari e Bergson, mediante análise interpretativa de conceitos para produção de sentidos; e a investigação empírica, inicialmente fundamentada pelo método somático-performativo de Fernandes (2012), em composição com o método cartográfico de Deleuze e Guattari (1995) por meio de práticas coletivas de improvisação em realidades marginais. O estudo e prática do método cartográfico-somático-performativo, desenvolvidos em diferentes etapas acadêmicas da trajetória da pesquisadora, desdobram-se agora em novas investigações que, à luz dos autores imanentistas, respondem às questões sobre subjetividade, corporeidade e experiência afetiva. Até o momento atual da pesquisa é possível afirmar que a duração que se dá na experiência do espaço e do tempo é intensificada na sensibilização dos corpos. E que o conceito bergsoniano de duração em articulação com o repertório técnico corporal e a educação estética permitem uma análise viva das experiências e processos de singularização nas práticas de improvisação.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 2 - Corpo Estético e Tecnológico
Como Citar
Práticas estético-performativas em contextos periféricos: tecnologias do corpo e produção de singularidades. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568641