Tecendo juntas um lugar para ser mulher: psicanálise e prática grupal na Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568730Resumo
O presente artigo busca refletir, a partir do relato de experiência, sobre uma prática grupal realizada com mulheres em uma Unidade Básica de Saúde em um município do interior do estado da Paraíba. A intervenção, realizada no contexto da Atenção Primária à Saúde e fundamentada nos aportes metodológicos da psicanálise, viabilizou a criação de um espaço de escuta sensível e compartilhada de experiências, permitindo a circulação livre da palavra, a construção de vínculos entre as participantes, a equipe de saúde e a comunidade, bem como a promoção de deslocamentos subjetivos significativos. Nesse contexto, evidencia-se a importância da contribuição da psicologia para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção Básica e para a humanização do SUS, por meio de práticas que consideram a singularidade dos sujeitos inseridos em territórios específicos e a ética psicanalítica na atuação institucional. A experiência demonstrou que, além de fortalecer a autonomia das mulheres e questionar a lógica biomédica predominante, a intervenção possibilitou o reconhecimento e a ressignificação de suas experiências de sofrimento, particularmente relacionadas às violências de gênero. O estudo demonstra que o trabalho grupal constitui um dispositivo potente para a construção coletiva de sentidos, promoção da saúde e fortalecimento da Política Nacional de Atenção Básica.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise
Como Citar
Tecendo juntas um lugar para ser mulher: psicanálise e prática grupal na Atenção Primária à Saúde. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568730