A arte na Clínica Periphérica
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18568206Resumo
Este trabalho propõe uma reflexão sobre o lugar da Arte na clínica psicanalítica periférica, tomando como ponto de partida os atravessamentos entre estética, sofrimento psíquico e processos de criação e sublimação em territórios marcados por violência estrutural, exclusão, racismo, desestruturação do sujeito e apagamento simbólico. Na clínica periférica, onde o enquadre clássico eurocentrado, colonizante, cis-heteronormativo não se sustenta, a arte emerge como dispositivo de escuta e de reinvenção subjetiva e como certo anestésico entre os processos destruintes não elaborados pelo sujeito. A experiência do fazer artístico, seja na fala, na escrita, no corpo ou na imagem, permite que o abjeto borde a violência com outra tessitura, convocando o analista a escutar o que não se inscreve apenas como sintoma, mas como gesto criador que bordeja o lugar do osso da palavra e torne carne do desejo. É a elaboração do indizível, do indigerível. A partir de vinhetas clínicas e diálogos com autores como Jairo Carioca, Ronald Lopes, Lélia Gonzalez e Frantz Fanon, o trabalho discute como o ato artístico pode abrir espaço para a pulsação de vida, elaborar dores, num processo de ressignificação, mesmo nos contextos mais adversos. A clínica periférica, nesse sentido, é também uma clínica da reinvenção de uma vida Severina.Downloads
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Publicado
2025-12-15
Edição
Seção
Eixo 7 - Corpo Subjetivo e Psicanálise
Como Citar
A arte na Clínica Periphérica. (2025). Revista Peripherica, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.18568206