O sintoma e os limites da neuroplasticidade: uma leitura psicanalítica lacaniana

Autoria

DOI:

https://doi.org/10.5281/gatq5f77

Palavras-chave:

neuroplasticidade, psicanálise lacaniana, sintoma, significante, forclusão do sujeito, biopolítica

Resumo

Este artigo examina o paradigma da neuroplasticidade a partir de uma leitura psicanalítica lacaniana, interrogando seus limites conceituais e éticos. O argumento central é que a neuroplasticidade, ao operar com a promessa de inscrição direta no sistema nervoso sem a mediação da palavra, produz uma forclusão do sujeito. O sujeito falante é reduzido a um receptor passivo de modificações biológicas, sem que sua verdade e seu gozo sejam considerados. O artigo percorre o percurso histórico do conceito, examina o debate entre neurociência e psicanálise a partir de autoras como Eric Kandel, Irving Kirsch, François Ansermet e Pierre Magistretti, e articula a distinção lacaniana entre inscrição neuronal e significante. Ao final, discute as implicações clínicas e éticas desse debate para a prática psicanalítica contemporânea, incluindo questões relativas ao autismo, aos psicofármacos e às terapias comportamentais.

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Sobre a autoria

  • Ronald Lopes, CPAPEC

    Psicanalista. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Membro do Coletivo de Pesquisa Ativista em Psicanálise, Educação e Cultura (CPAPEC). https://orcid.org/0000-0002-5302-5215

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Publicado

2026-06-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O sintoma e os limites da neuroplasticidade: uma leitura psicanalítica lacaniana. (2026). Revista Periphérica, 2(1). https://doi.org/10.5281/gatq5f77

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