O elefante no divã: psicanálise, fundamentos morais e segregação institucional

Autoria

DOI:

https://doi.org/10.5281/emm3b136

Palavras-chave:

psicanálise institucional, fundamentos morais, segregação, ética psicanalítica, escuta periférica

Resumo

Este ensaio investiga por que psicanalistas eticamente comprometidos são sistematicamente segregados pelas instituições psicanalíticas tradicionais. Utilizando a Teoria dos Fundamentos Morais de Jonathan Haidt, o texto demonstra que as sociedades psicanalíticas operam estruturalmente como comunidades morais conservadoras, priorizando fundamentos vinculantes — Lealdade, Autoridade, Santidade — sobre fundamentos individualizantes — Cuidado, Justiça, Liberdade. O ensaio percorre oito casos históricos — Ferenczi, Gross, Tausk, Pellegrino, M. D. Magno, Virgínia Bicudo, Neusa Santos Souza e Richard Isay — para demonstrar que o mecanismo de exclusão opera transversalmente em diferentes épocas, geografias e tipos de dissidência, desde a inovação clínica até a identidade racial e sexual. O texto examina o silêncio cúmplice dos pares, a patologização do dissidente como instrumento de poder, a produção de sofrimento excedente pelas instituições, e a captura do tripé formativo pelo capital. Como alternativa, propõe uma psicanálise não institucional organizada pela ética entre pares, pelo testemunho público e pela recusa da captura pelo capital, apontando para experiências concretas dessa inversão.

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Sobre a autoria

  • Hudson A. R. Bonomo, Universidade Santa Úrsula/CPAPEC

    Doutor em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela Universidade Veiga de Almeida (UVA); Mestre em Engenharia Mecânica pela COPPE/UFRJ; Especialista em Clínica Psicanalítica pela Universidade Santa Úrsula (USU). Coordenador da Especialização em Teoria e Clínica Psicanalítica Freud-Lacaniana do CEPCOP/USU. Psicanalista, professor e supervisor clínico. Cofundador da Escola Psicanalítica da Escuta Periphérica (EPEP) e coordenador do Coletivo de Pesquisa Ativista em Psicanálise, Educação e Cultura (CPAPEC). Editor Chefe da Revista Tempo Psicanalítico entre 2022-2026. Curador dos congressos Multidão de Minorias (2022) e Corpos em Movimento (2025). Desenvolve pesquisa nas interfaces entre psicanálise, tecnocultura, inteligência artificial e pensamento anticolonial. Autor dos livros Labirintos da Alma de um Homem (2010), Jovem Psicanalista (2010), Psicanálise em Tempos de Tecnocultura (2020), Errância: Identificações Hiperdinâmicas em um Não-Lugar (2024) e O Impossível da Máquina: Por que a Inteligência Artificial não precisa ser inteligente (2026).

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Publicado

2026-06-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O elefante no divã: psicanálise, fundamentos morais e segregação institucional. (2026). Revista Periphérica, 2(1). https://doi.org/10.5281/emm3b136

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